Índice de infestação do Aedes aegypti se mantém alto e chama atenção para cuidados com água parada
O levantamento também
identificou índice de 0,2% para o Aedes albopictus, reforçando que o Aedes
aegypti segue como o principal vetor de arboviroses como dengue, zika e
chikungunya em Ipatinga.
Planejamento e força de
trabalho
Para a realização do
levantamento, foram programados 4.736 imóveis, com 4.939 efetivamente
trabalhados, superando a meta inicialmente estabelecida. A operação mobilizou
113 servidores, sendo 102 agentes, atuando simultaneamente em toda a área
urbana.
De acordo com a gerente do
Departamento de Zoonoses, Vanessa Andrade, o LIRAa é fundamental para o
direcionamento das ações.
“Organizar os índices por
prioridade nos permite atuar de forma mais eficaz, concentrando os esforços nas
áreas com maior risco. Apesar da redução em relação ao ano passado, o índice
ainda demanda atenção e ações contínuas”, explicou.
Bairros com maiores índices
de infestação
Na primeira vistoria do ano,
os bairros e regiões que apresentaram maiores índices de infestação do Aedes
aegypti foram:
• Ferroviários –
10,9%
• Horto – 10,9%
• Industrial –
10,9%
• Usipa – 10,9%
• Limoeiro –
9,2%
• Chácara
Madalena – 9,2%
• Córrego Novo –
9,2%
• Barra Alegre –
9,2%
• Chácara
Oliveira – 9,2%
• Imbaúbas –
7,4%
• Bom Retiro –
7,4%
• Bela Vista –
7,4%
• Das Águas –
7,4%
• Cariru – 7,4%
• Castelo – 7,4%
• Vila Ipanema –
7,4%
• Centro – 7,4%
• Novo Cruzeiro
– 7,4%
• Parque Ipanema
– 7,4%
• Veneza – 6,7%
• Caravelas –
6,5%
• Jardim
Panorama – 6,5%
• Cidade Nobre –
5,5%
• Canaanzinho –
5,5%
• Vila Militar –
5,5%
• Vila Celeste –
5,4%
• Esperança –
4,7%
• Ideal – 4,7%
• Granjas
Vagalume – 4,5%
• Bethânia –
4,5%
• Tiradentes –
2,1%
• Canaã – 2,1%
O levantamento também
identificou os tipos de depósitos que mais contribuíram para a proliferação do
mosquito. Os criadouros predominantes encontrados foram:
• Vasos, frascos, pratos, bebedouros: 48,6%
• Recipientes plásticos, garrafas, latas e sucatas: 19,3%
• Barris, tinas, tambores, tanques, poços: 12%
• Calhas, lajes, borracharias: 10,1%
• Pneus e materiais rodantes removíveis: 8,9%
• Caixas d’água e depósitos elevados: 0,8%
• Depósitos naturais: 0,3%
O secretário municipal de
Saúde, Walisson Medeiros, reforçou a importância do envolvimento da população,
especialmente neste período chuvoso.
“Estamos no início do ano, com altas temperaturas e chuvas frequentes, cenário ideal para a reprodução do mosquito. Por isso, é fundamental que cada morador faça sua parte, eliminando recipientes que acumulam água, mantendo caixas d’água bem vedadas, limpando calhas e descartando corretamente o lixo. O combate ao Aedes aegypti não é apenas uma ação do poder público, é uma responsabilidade coletiva”, enfatizou.
A Secretaria Municipal de
Saúde reforça que os resultados do LIRAa servirão de base para o reforço das
ações de bloqueio, visitas domiciliares, mutirões de limpeza, além de campanhas
educativas nos bairros com maior incidência.
A população pode colaborar
denunciando focos do mosquito e solicitando orientações por meio dos canais
oficiais da Prefeitura de Ipatinga, como o aplicativo “Fala Ipatinga” e a
Ouvidoria Municipal, por meio do telefone 156.