O prefeito de Guanhães, no leste de Minas, Evandro Lott Moreira (Republicanos), usou funcionários da prefeitura e até drones para perseguir e monitorar a ex-mulher após não aceitar o fim do relacionamento. A acusação faz parte da denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que também acusa o político de ameaça de morte, violência psicológica e posse ilegal de arma de fogo. Ele está preso preventivamente desde 1º de abril.
Além de pedir a manutenção da prisão, o MP solicitou à Justiça a abertura de novas investigações para apurar outros possíveis crimes, como tentativa de feminicídio, abuso de autoridade e "rachadinha".
Ameaças
Perseguição
A conduta foi enquadrada como perseguição qualificada, por ter sido praticada contra mulher no contexto de violência doméstica e familiar, conforme a Lei Maria da Penha.
Violência psicológica
Para o MPMG, o prefeito causou dano emocional à ex-mulher, prejudicando seu pleno desenvolvimento e autodeterminação por meio de coação, isolamento, vigilância constante, perseguição, constrangimento, manipulação e controle. A denúncia relata que, em 2024, durante a campanha eleitoral, Evandro Lott Moreira pressionou a então companheira para que não tornasse pública a intenção de se separar, alegando a necessidade de apoio de igrejas evangélicas.
Ainda conforme a Procuradoria, o prefeito utilizou em sua campanha política relatos de abusos sexuais sofridos pela vítima na infância e adolescência, expondo a ex-mulher publicamente e causando profundo constrangimento.
O documento aponta também que ele obrigava a vítima a manter uma aparência pública de relacionamento mesmo após a separação e comentava com terceiros que ela estaria “louca”
Posse de armas e prisão
Em nota enviada ao g1 à época da prisão, a defesa de Evandro Lott Moreira afirmou que ele colaborou com as autoridades, não ofereceu resistência à prisão e entregou voluntariamente o celular para perícia. Os advogados disseram discordar da decisão judicial, negaram a prática de qualquer tipo de violência e informaram que adotariam medidas judiciais para tentar reverter a prisão. (com informações do G1)

