O escritório de advocacia pertencente à família do ex-ministro Ricardo Lewandowski recebeu pagamentos mensais de R$ 250 mil do Banco Master sem que houvesse qualquer registro de atuação em processos judiciais da instituição.
O contrato de consultoria jurídica, firmado em nome da esposa e do filho do ex-ministro, esteve em vigor até setembro de 2025, coincidindo com o período em que Lewandowski ocupava cargo no primeiro escalão do governo Lula.
Apesar das cifras milionárias, Yara e Enrique Lewandowski, sócios da banca, não figuram como representantes do banco em ações nos tribunais superiores ou em instâncias inferiores. O acordo foi costurado por intermédio do senador Jaques Wagner, líder do governo, levantando questionamentos sobre a finalidade real dos pagamentos.
Enquanto os repasses ocorriam, os advogados mantinham agendas com autoridades da União para tratar de temas alheios aos interesses diretos do banco.
Em sua defesa, o filho do ex-ministro afirmou que o trabalho consistia apenas em serviços de aconselhamento e reuniões quinzenais na sede da instituição financeira. Segundo ele, a consultoria era focada em questões de impostos e tributos, o que justificaria a ausência de assinaturas em petições ou defesas formais na Justiça. No entanto, a falta de provas materiais da prestação desses serviços ampliou a pressão política sobre o Ministério da Justiça.
O caso provocou um terremoto nos bastidores de Brasília, levando a base governista a se movimentar para tentar controlar uma possível CPI sobre o Banco Master. Com o avanço das revelações sobre as relações entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o entorno de Lewandowski, deputados agora correm para recolher assinaturas. A estratégia é garantir que o governo tenha o comando das investigações caso a comissão seja oficialmente instalada no Congresso. Com informações do portalnovonorte.com.br/