quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Êta política suja, sô.

 Em período eleitoral, quando candidatos políticos iniciam as campanhas para se elegerem, é comum propagandas negativas que atacam os adversários. Para especialistas e analistas de política, o uso desse tipo de ferramenta nesta época do ano expõe a falta de propostas dos candidatos.

O sociólogo, advogado e cientista político Carlos Santiago explica a mudança do marketing político, principalmente, depois do surgimento das novas normas eleitorais. “Antes, eram 90 dias de campanha política. Hoje, são apenas 40 dias. Antes da modificação da legislação, o marketing político, a estratégia eleitoral seguia uma receita bem tradicional”, comentou o especialista.

A receita seguida pelo marketing político começava, segundo Santiago, com a construção do personagem/candidato político com sua qualificação profissional, experiência, família, os estudos e as suas contribuições sociais.

“Depois, colocava nas mãos do candidato, e nos lábios, as propostas para resolver os problemas da sociedade. Uma vez apresentado para a população, o candidato começa a propor soluções para resolver os graves problemas sociais a diversas áreas, na educação, saúde, segurança e mobilidade urbana. Na terceira etapa do modelo do marketing político tradicional, era a desconstrução da imagem dos adversários, criticando, mostrando incoerências, denunciando irregularidades, buscando a desconstrução da imagem”, afirmou o cientista político.

Já na pré-campanha, de acordo com Carlos Santiago, os políticos passam a se movimentar para já expor contradições, irregularidades e desconstruir qualquer imagem positiva dos seus possíveis adversários. “A desconstrução, a crítica contra os adversários sempre existiram dentro das estratégias eleitorais, do marketing político. Como a campanha era longa, de 90 dias, essa fase ficava para o final, naquele momento da disputa, do acirramento e fechamento das campanhas, como começavam os debates. Agora, os políticos que são pré-candidatos ou postulantes a cargos majoritários já estão utilizando a estratégia de desconstrução da imagem dos seus adversários já neste momento”, reforçou.

O mesmo é reforçado pelo diplomata, também sociólogo e ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto. “Uma pessoa pública precisa ser experiente, ter sensibilidade com os problemas sociais de um povo que está passando fome. Precisa apresentar propostas realistas na direção do emprego e renda. Precisa ser respeitado pelo seu povo e pelo seu país. Obrigatório que reúna cabedal político para ser ouvido e levado a sério. Uma coisa é dizer e provar o que disse. Outra é fazer parte da mesmice e da acomodação. Quem não é preparado vive de mesquinharias, conchavos e ataques descabidos”, exemplifica Arthur Neto.

“O bê-a-bá das redes sociais ensina que elas se prestam muito mais a mensagens negativas do que a mensagens positivas. A enxurrada digital chama a atenção dos internautas, e é esse tipo de polêmica que movimenta o ciberespaço. Se o ataque for maciço, intenso, e o ‘alvo’ não se defender a tempo, ele ficará ‘carimbado’, tornando-se mais difícil ‘descarimbá-lo’”, disse o especialista.

É uma tristeza muito grande assistir a TV ou ler as notícias e deparar com um candidato criticando e apontando falhas do adversário. Que vergonha. Agora até o STF está em papos de aranha. Os Ministros do Supremo foram indicados por políticos e não defendem a verdade. Estão defendendo o seu partido, ou seja, aquele que o indicou para tão importante cargo.

O rolo é grande, todo mundo tem culpa no cartório, e a ética foi pro brejo. O eleitor menos esclarecido não entende nada do que se passa. Sabe apenas que recebe as benesses do governo. Quem criou essas ajudas para a classe menos favorecidas foi a Primeira Dama Ruth Cardoso, mas quem leva a fama é o presidente que está no Poder. O Bolsonaro elevou o Bolsa família para R$ 600,00 e ninguém fala nisso. E assim vai caminhando essa política nojenta que temos que encarar.